O solitário ser o que se é

Olho para baixo e vejo todas aquelas pessoas que me adoram. Não importa o que digo, o que penso, o que faço. Tudo é aplaudido, pois faço, penso e digo o que me pedem.

E se fosse diferente? Se mostrasse quem sou, falasse o que realmente penso? O quão adorado seria?

Desço do palco. Vejo uma multidão de poucos. Nem todos gostam do que realmente penso e faço. Nem todos gostam dos meus defeitos.

Será que prefiro a comodidade dos falsos aplausos, dos falsos sorrisos, dos falsos elogios, ou a cara lavada, as críticas, os questionamentos?

Será que prefiro ser amado pelo que aparento ou pelo que sou?

A questão termina aqui. Vou pensar a respeito.

Boa noite!

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