As escolhas a fazer, o caminho a trilhar
Quando conquistamos a consciência corporal, de imediato somos “convidados” a adentrar em estados mais expandidos de conhecimento. Tomamos ciência de como operam nossas emoções, nossa mente, até que nos damos conta de que há algo muito mais sutil em nós, que é imperceptível aos olhos, mas que em nós se encontra e inevitavelmente se revela.
E é este conhecimento amplo do que somos, que chamamos no Método DeROSE de auto-conhecimento.
E o que ocorre conosco, praticantes do Método, já de início, é um diálogo com o corpo físico, este corpo que tocamos, que vemos e sentimos. Compreendemos sua mecânica, suas falhas, potencialidades e o moldamos a fim de usá-lo como ferramenta de evolução. O corpo físico, então, se torna o veículo que usamos para trilhar o caminho do auto-conhecimento. E uma vez com o motor potente, suportamos algumas das adversidades e dificuldades iniciais.
Com o tempo, estas adversidades tornam-se mais desafiadoras, e só com o nosso motor potente, não as superamos, pois são dificuldades que desafiam de cheio as nossas emoções, dificuldades tão fortes, que fazem sucumbir qualquer forma emocional mais frágil e despreparada. Assim, chegamos em um ponto onde sentimos a necessidade de fortalecer estas emoções, trabalhar nossos medos, nossas inseguranças, todas as fraquezas que nos impedem de seguir a diante.
E quando conseguimos ultrapassar mais esta barreira, o caminho nos coloca mais uma dificuldade; a da escolha. E entre muitas delas, há apenas uma a fazer, e desta vez começamos a trabalhar nossa mente para que não se disperse com esta infinidade de oportunidades, e consiga discernir qual o melhor caminho a seguir. Ela já não é mais cegada pelas emoções, agora fortalecidas, mas precisa incansavelmente ser estimulada.
E depois de muito trabalho, uma escolha acertiva ocorre, e mais outras muitas opções se apresentam, e outras escolhas acertivas acontecem. Até um certo ponto que não mais racionalizamos sobre os caminhos a percorrer. As respostas se colocam a nossa frente e seguimos, seguimos.
E quando o caminho termina, o objetivo é alcançado, sentimos que temos total poder sobre nós. Compreendemos de forma ampla o que somos e o que é preciso fazer para estar sempre lá.
E é esta história que narrei, que figura este estado que queremos alcançar. Este estado de auto-conhecimento, de hiperconsciência.
E é um caminho aberto a quem quiser trilhar. Um caminho desafiador. É uma questão de querer ou não trilhar. Uma questão de escolha.

