No one stays the same
Há sentido em dizer que somos capazes de mudar, de sermos quem quisermos ser em qualquer espaço e tempo?
Sermos totalmente diferentes daquilo que costumamos ser? Tomar atitudes diferentes, seguir caminhos contrários?
Ou não há sentido nisso? Este sentimento de mudança é apenas um reflexo momentâneo contrário a atitudes que não desejamos e que repetidamente realizamos. Que a natureza está cravada em cada corpo e mais cedo ou mais tarde, esta natureza volta a se manifestar e, como qualquer animal, cedemos ao instinto.
Mergulhada em dúvidas, ouvi em uma coincidência absurda Nina Simone no meu computador “Everything must change”. E talvez seja este impulso consciente da necessidade de mudança que me deixou assim. Sinto-me diferente. Com vontades e interesses diferentes.
Nasci sob o signo mais mutável, com impulsos segundo a segundo, mas algo está agudo, sinto-me inclusive podendo respirar numa certeza chegando a cem de que é exatamente isso.
“Nothing stays the same. Everyone will change. No one, no one stays the same. Nothing stays the same”.
Espero que haja sentido para não tornar-me a única certa de estar passando por algo totalmente sem razão.
