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São Paulo que nasci e não arredo pé. São Paulo como pessoa, com tremenda personalidade, imponente e múltipla, que atrai o melhor e o pior, querida e odiada. Sucumbo-me.

Difamam-a nas esquinas, mas não a deixam. Penso nos ingratos, todos, anos a fio por aqui. São Paulo é vício e não há nada igual. Apenas a acho tímida de sua grandiosidade. Não se subjulgue ou intimide-se. Firma-te São Paulo e aceita-te como este caldeirão. Sua personalidade é global!

Cresceu sem a necessidade da propaganda bairrista, e brilhou mais que qualquer outra. Não precisa de nomenclatura, para mim é capital. Sempre foi a capital. Não é a princesinha, é a rainha e a moradia de todos os santos.

Parabéns minha louca linda!

 

 

Uma entrevista inédita realizada pela Bravo com o personagem Édipo, por Eucir de Souza.

Os trechos abaixo são de grande relfexão (conhece o mito grego, um dos alicerces da teoria da psicanálise de Freud?).

BRAVO: Quer dizer que o livre-arbítrio não existe?

Édipo: Existe sim, mas apenas como ilusão. Nossas escolhas não são propriamente nossas. Na realidade, atendem uma lógica pré-estabelecida e tão complexa que não vale a pena decifrá-la. Comparo o universo com um imenso tapete colorido em que cada indivíduo representa uma cor. Eu desempenho o papel do azul. Tu, o do vermelho. Ele, o do amarelo. Por mais que deseje fazer as vezes do lilás ou do verde, não conseguirei. Estou preso à condição de azul. Se virasse outra cor, descaracterizaria o todo e trairia a função que os deuses me reservaram no tapete. Ou melhor: que um dos deuses me reservou.

O infortúnio que me engoliu decorre de uma maldição lançada sobre minha linhagem e acatada por Apolo. Bem antes de se casar com Jocasta, Laio se apaixonou pelo príncipe da Frigia e o raptou. O gesto tresloucado acabou resultando na morte do jovem. Seu pais, furiosos, invocaram Apolo, deus da harmonia, e vaticinaram: ” Se Laio gerar um filho, o rebento há de matá-lo”.

Naquela época, afirmações dessa natureza possuiam força de lei. Quase não havia diferença entre as palavras e a realidade.

BRAVO: Enquanto desconhecia o real status de Laio e Jocasta, você não sofria. A dor só eclodiu quando a identidade de ambos veio à tona. Seria mais adequado permanecer ignorante?

Édipo: Concordo que paguei um preço excessivo por me encarar sem máscaras no espelho. Ainda assim não trocaria o desnudamento pelo autoengano. De que adiantaria viver como um ingênuo? “Conhece-te a ti próprio”, ensinam os oráculos do mesmo Apolo que me puniu. Pensando agora no que se passou, penso o quanto negligenciei tal conselho. Fugir de corinto significou fugir do que suportava enxergar em mim. “Tu és aquele que arruinará teus ancestrais e descendentes”, avisaram-me lá atrás. Fraco e arrogante, não tolerei o peso de uma revelação tão nefasta e preferi crer que poderia modificá-la. “Eu, um assassino? Um incestuoso?”. Por isso, depois do ocorrido, furei os olhos. Talvez deixando de ver o mundo de fora, preste mais atenção no de dentro.

Peça Édipo

Teatro Eva Herz (Conjunto Nacional)

(até 21/6/2011)

No sábado fui à Pinacoteca e me emocionei com a exposição da artista portuguesa Paula Rego. As suas obras são intensas, com uma beleza forte, incrivelmente mágicas e ásperas. Achei lindas suas pinturas inspiradas em obras de autores como Eça de Queiróz e Walt Disney (!) e a sua forma como escancara o cotidiano.

*sobre as obras que contam, em imagens, sua visão das literaturas que lê.

” É uma questão de encontrar as histórias certas. Ao ler uma narrativa que coincide, de algum modo, com algo que você já tem na cabeça, essa experiência pessoal não precisa ser muito forte, basta combinar com seu temperamento. A partir daí você pode entrar nela e encontrar o seu caminho para outro lugar. Uso a literatura como veículo para chegar a outro lugar. E não o faço para fazer jus à literatura. Uso a literatura do mesmo modo como visto um casaco para enfrentar o frio: daí basta sair, e pronto.”  Paula Rego

Ao ler sua história me senti inspirada por sua forma concisa de descrever seu próprio trabalho, muito certa de todo o processo da sua arte, grande conhecedora das histórias que conta. Uma mulher intensa! Muito inspirador!

“A minha pintura é como uma história interior”. Paula Rego


Está chegando! *****

Acontecerá no Pavilhão da Bienal em SP, de 12 a 15 de maio. É uma oportunidade para conhecermos o trabalho de 90 galerias e centenas de artistas de todo o mundo, além de mesas de debates, discursos, lançamento de livros, vídeos, instalações, etc.

SP-Arte

Local: Pavilhão da Bienal – Pq. Ibirapuera

Data: 12 a 15 de maio/2011

R$30

Veja AQUI a programação do evento, os artistas e as galerias.

Abertura da exposição individual do Gus Nóbrega na Zipper Galeria.

O seu trabalho é incrível. Talentosíssimo! Vamos conferir.

“As pinturas de Gustavo Nóbrega impressionam ao misturar imagens sagradas com embalagens de remédio. Nestas sobreposições, o artista cria um entrelaçamento entre a imagem dos santos e a imagem das embalagens, na tentativa de somar ou mesclar os dois gerando uma reflexão entre fé e ciência ou fé e indústria farmacêutica.” Zipper Galeria.

Quando: sábado 30/4

Horário: a parti das 12h

Rua Estados Unidos, 1494

Quando estive em Puerto Escondido, no México em 2004, comprei uma camiseta em uma livraria/bar Casa Babylon (Puerto é um paraíso!) com uma estampa de peixes que guardo até hoje (aí a prova!), pois tem uma estampa linda que adoro, que na época confesso, não sabia de quem era, mas adorei à primeira vista.

Depois de algum tempo apenas, descobri que pertencia ao artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher, respeitadíssimo pelo seu incrível trabalho com efeitos de ilusão de ótica e exploração de espaços.

E a exposição Mundo Mágico de Escher, com 92 de suas obras está no Centro Cultural Banco do Brasil, até 19/7. Programinha garantido.

Sergio Antunes, tomei a liberdade de pegar em seu face o link para o catálogo da exposição. Para quem quiser, clique AQUI.



Estava com um pouco de preguiça de ir ao centro para a Virada Cultural, pois no sábado já tinha dado um pulo no MIS, em uma festinha muito boa Sunset Party, e estava sem o pique 100%. Quando vi já eram onze da noite, eu e outros dois amigos já estávamos na São Bento para o show do Beatles 4Ever (pique renovadíssimo). Mas não consegui curtir o show, pois estava abarrotado! Coisas da Virada.

Aproveitei e dei um pulo no palco da Libero Badaró e curtimos um showzinho de Brian Auger’s Oblivion Express, da Inglaterra. Nota 10 o som deles. Estava bem mais tranquilo e ficamos mais um pouco.

Caminhamos pela São Bento, pelo Anhangabaú, pelo Viaduto do Chá para conferir o movimento. Por onde passamos estava tudo muito limpo e civilizado. E o centro está lindo! Nas paredes do prédio do Banespa estava rolando uma projeção de imagens (muito bacana) e rever OSGEMEOS sempre é bom!. Inclusive estávamos parados tentando ouvir Beatles 4Ever e uma menina, ao nosso lado, falando no celular com uma amiga, disse: Estou bem aqui ó, embaixo de um menino pintado na parede…rsss. Helloo!

Sempre rola uma “tensãonzinha” ao ir para o centro, mas valeu muito a pena. O evento estava muito bacana, é muito legal ver como nossa cidade é maravilhosa e como tem público para eventos como este. Todos têm o direito de curtir!

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